5 causas de atrofia peniana | Dr. Eduardo Costa

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Desde a infância, o homem é extremamente preocupado com o seu órgão genital masculino.

O tamanho do pênis e a sua funcionalidade são extremamente vinculados à confiança e a autoestima do homem.

Dessa forma, quando ocorrem alterações no tamanho do pênis é gerada uma preocupação imensa, que prejudica a qualidade de vida.

O objetivo deste artigo é explicar sobre as 5 causas de atrofia peniana.

O que é a atrofia peniana?

Ela é definida como uma diminuição do tamanho ou calibre do pênis.

Esta é uma alteração que atinge milhares de homens ao redor do mundo e gera uma baixa autoestima e uma preocupação intensa.

Ela pode ser causada por alterações orgânicas ou outras causas que diminuem a proporção peniana.

Ou seja, algumas doenças podem causar a diminuição do tamanho do pênis propriamente dito, enquanto outras podem fazer com que ele aparente estar menor, mesmo apresentando o mesmo tamanho e calibre.

Sintomas

Os sintomas da atrofia peniana estão relacionados a doenças específicas do pênis, que podem resultar na diminuição do tamanho do pênis. Ou seja, ela não apresenta sintomas específicos.

Os homens referem uma percepção de diminuição do tamanho do pênis que pode ser real ou não, que explicaremos a seguir.

Causas

Ela pode ser causada por diversas alterações que devem ser investigadas pelo médico urologista.

Dentre as principais, destacamos:

Doença de Peyronie

A doença de Peyronie é caracterizada pelo desenvolvimento de uma placa de fibrose na túnica albugínea, que é uma camada do pênis.

Isso pode resultar em uma ereção dolorosa, curvatura peniana e atrofia do pênis.

Ela acomete normalmente indivíduos acima dos 50 anos, com disfunção erétil e diabetes.

No entanto, pode acometer indivíduos que não se encaixam neste perfil.

A sua causa é ainda desconhecida, porém alguns fatores de risco são associados ao seu desenvolvimento, como:

– Hipertensão;

– Diabetes;

– Tabagismo;

– Etilismo;

– Dislipidemia;

– Disfunção erétil;

– Baixos níveis de testosterona;

– Cirurgias de próstata.

O seu tratamento é extremamente individualizado e depende do grau de curvatura, tamanho peniano, estabilização da placa e se o paciente apresenta ou não disfunção erétil.

atrofia peniana causada pela obesidade
A atrofia peniana pode ser causada pelo aumento da gordura pubiana, que envolve o pênis.

Obesidade

A obesidade é outra causa muito frequente, principalmente quando há acúmulo de gordura pubiana.

Este aumento de gordura local, que envolve o pênis, resulta na percepção que ele está menor do que realmente é.

O teste que utilizamos para a identificação deste achado, é tracionar a gordura na região da base do pênis, sendo possível observar uma haste peniana verdadeira.

Sendo assim, a perda de peso ou até a retirada desta gordura local pode aumentar a percepção do tamanho do pênis.

Envelhecimento

Com o avançar da idade, é comum ocorrer maior predisposição a alterações metabólicas (diabetes, hipertensão, obesidade), assim como um maior depósito de gordura no corpo e prevalência de disfunção erétil.

Tudo isso, em conjunto à perda de colágeno e a flacidez da pele, pode resultar na diminuição do tamanho do pênis.

Acredita-se também que, ao longo dos anos, uma série de microtraumas são desenvolvidos no pênis por relações sexuais, esportes e acidentes, resultando em fibroses, que podem dar a impressão de que o pênis está menor.

Após cirurgias

Existem alguns procedimentos cirúrgicos que podem levar à diminuição do pênis.

A principais cirurgias são para o tratamento de:

Câncer de próstata

Ao removermos a próstata, é necessário realizarmos uma nova conexão (anastomose) entre a bexiga e a uretra.

Acredita-se que este procedimento possa tracionar um pouco o pênis, o que resultaria na sua diminuição.

Além disso, ao removermos a próstata, o feixe neuro vascular da próstata – responsável pela ereção e continência – pode ser lesado e resultar na atrofia do pênis.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Urology, a redução do tamanho peniano, no tratamento do câncer de próstata, também pode ocorrer após a radioterapia.

Doença de Peyronie

Existem diversos tipos de tratamentos e cirurgias para a doença de Peyronie.

Quando os pacientes apresentam tamanho peniano adequado, sem disfunção erétil e deformidades complexas, é possível uma técnica cirúrgica chamada plicatura.

A plicatura basicamente envolve a realização de uma ou múltiplas suturas na túnica albugínea contralateral à curvatura, a fim de corrigi-la.

Este procedimento pode levar a uma diminuição do tamanho peniano.

Uretroplastia

Diversos procedimentos para o tratamento de estenoses extensas e/ou complexas de uretra também podem resultar na diminuição do pênis.

Acredita-se que isso ocorra devido a ressecção de um segmento da uretra, seguido pela anastomose da uretra remanescente, que traciona o pênis e diminui o seu tamanho.

Disfunção erétil

Quando apresentamos uma ereção, é normal o pênis ficar túrgido, com maior tamanho e calibre.

No entanto, quando o homem apresenta disfunção erétil, pode ocorrer uma ereção fraca, que não irá atingir o tamanho e o calibre máximo.

Isso pode resultar na percepção de que o pênis está menor, quando na verdade ele só não está atingindo a ereção máxima.

Vale lembrar que a disfunção erétil apresenta diversos graus e causas, que devem ser avaliados individualmente pelo médico urologista.

Ele é o médico responsável pelo tratamento da disfunção erétil e outras doenças que acometem o homem.

Desuso peniano

Não utilizar o pênis também pode resultar na diminuição do seu tamanho.

Apesar de não ser um dado bem estabelecido na comunidade científica, acredita-se que homens que apresentam desuso peniano, ou seja, não tem relação e/ou praticam a masturbação, tem a sensação de que o pênis está menor.

Esta hipótese é baseada no fato de que quando o pênis está ereto, há um maior aporte de sangue, momentâneo nessa região. Devido a este maior aporte, há também uma maior quantidade de oxigênio, energia e nutrientes.

Quando não ocorre a ereção, há uma diminuição deste aumento de fluxo sanguíneo peniano momentâneo, o que pode resultar na sua sua atrofia.

Tratamento

O tratamento é baseado na causa, ou seja, é extremamente individual e pode variar desde o emagrecimento, uso de medicamentos ou até cirurgias específicas.

A harmonização peniana é uma ótima opção para determinados casos.

Para realizar essa investigação e tratamento é fundamental procurar um médico urologista.

Onde tratar?

Realizo a investigação e o tratamento no meu consultório, localizado no Jardim Paulista, São Paulo -SP.

Caso sejam necessários procedimentos, realizo nos principais hospitais de São Paulo -SP.

Para entrar em contato clique aqui ou no símbolo de whatsapp ao lado.

Conclusão

Neste artigo explicamos sobre as cinco principais causas de diminuição do tamanho do pênis.

Ela pode ser reversível e o seu tratamento varia de acordo com o paciente e a causa.

Espero que tenham gostado do artigo!

Um abraço.

Perguntas frequentes

Como evitar a atrofia peniana?

A melhor forma de evitar é:
– Realizar atividade física aeróbica regular;
– Evitar o tabagismo e etilismo;
– Dieta balanceada;
– Inspecionar o pênis regularmente;
– Procurar um médico urologista.

Atrofia peniana tem cura?

Depende. Ela possui causas reversíveis e irreversíveis.
Dentre as causas reversíveis, que possuem cura, destacam-se:
– Obesidade;
– Aumento de gordura na região púbica;
– Doença de Peyronie;
– Disfunção erétil;
– Desuso peniano.

Referências

  1. Parekh, Arti et al. “Reduced penile size and treatment regret in men with recurrent prostate cancer after surgery, radiotherapy plus androgen deprivation, or radiotherapy alone.” Urology vol. 81,1 (2013): 130-4. doi:10.1016/j.urology.2012.08.068
  2. Greenfield, Jason M et al. “Factors affecting the loss of length associated with tunica albuginea plication for correction of penile curvature.” The Journal of urology vol. 175,1 (2006): 238-41. doi:10.1016/S0022-5347(05)00063-7
  3. Mayo Clinic. https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/peyronies-disease/symptoms-causes/syc-20353468

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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