Cirurgia Robótica de Próstata em São Paulo (SP) | Dr. Eduardo Costa

cirurgia robótica de próstata em são paulo sp

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente no homem.

Ele acomete milhares de homens ao redor do mundo e o seu tratamento cirúrgico pode resultar em disfunção erétil e incontinência urinária.

Estas consequências assustam muitos homens que procuram meios para minimizar estas alterações.

Atualmente, com o desenvolvimento de procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia robótica, houve uma melhora significativa nos resultados pós operatórios.

O objetivo deste artigo é explicar tudo sobre a cirurgia de próstata robótica, suas vantagens, desvantagens, indicações, recuperação e cuidados no pós operatório.

O que é o câncer de próstata?

São células da próstata que sofrem mutação e se proliferam de forma desordenada, formando um tumor.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele é o segundo câncer mais comum no homem e acomete em torno de 65.000 novos casos todos os anos no Brasil.

Diferente de outros tumores urológicos, como o câncer de bexiga, a neoplasia de próstata normalmente não causa sintomas, o que pode levar muitos homens a procurarem o urologista tardiamente.

Para pacientes que fazem o acompanhamento de rotina com o urologista, o exame de PSA e o toque retal podem identificar alterações e gerar suspeita.

Existem diversos estágios do câncer de próstata, sendo a maioria deles restritos a próstata.

O tratamento de escolha para estes casos é a cirurgia de retirada da próstata, que pode ser realizada por via aberta, videolaparoscópica ou robótica.

Com o desenvolvimento da tecnologia, os procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia de próstata robótica, ganharam destaque por promovem uma recuperação mais precoce e tranquila.

A cirurgia robótica pode ser utilizada não somente no tratamento do câncer de próstata, mas também no tratamento da próstata aumentada.

O que é a cirurgia robótica de próstata?

A cirurgia de próstata ou prostatectomia robótica é um procedimento minimamente invasivo utilizado para o tratamento de doenças na próstata (câncer, hiperplasia).

Diferente do que muitos pensam, o robô não opera sozinho o paciente, mas compõe um sistema que auxilia o médico cirurgião.

Este sistema é composto basicamente por:

– Console: sistema em que o cirurgião é capaz de visualizar a cirurgia em imagem 3D e realizar o procedimento através de movimentos que serão transmitidos aos braços robóticos

– Robô com 04 braços: 01 para a microcâmera e as demais para as pinças (tesoura, pinças, porta-agulha, entre outras)

Neste procedimento, o médico urologista opera o paciente através do console, que transmite os movimentos do cirurgião às pinças robóticas.

cirurgia robótica de próstata representada por uma ilustração de um paciente, robo e o cirurgião no console
Ilustração de como é a feita a cirurgia robótica de próstata.
O cirurgião realiza os movimentos no console
que são reproduzidos e suavizados pelo robô.

Como é feita?

A prostatectomia robótica é realizada em centro cirúrgico com anestesia geral, com duração de 02 a 04 horas.

Inicialmente são realizadas 06 pequenas incisões ao redor do umbigo em que serão inseridos trocateres que insuflarão a barriga de gás.

Esta insuflação amplia o campo de imagem para realização da cirurgia.

A seguir, os braços robóticos são acoplados a estes trocateres e as pinças robóticas são inseridas.

Após isto, o médico auxiliar continua ao lado do paciente durante todo o procedimento, enquanto o cirurgião vai para o console.

O cirurgião então realiza a cirurgia através do console, que reproduzirá seus movimentos aos braços robóticos.

A cirurgia é realizada com a dissecção de diversas estruturas, com identificação da bexiga, próstata, vesículas seminais.

No caso da prostatectomia robótica radical para câncer de próstata, ela é removida junto com as vesículas seminais.

Já nos casos de hiperplasia é retirado somente o adenoma ou “miolo da próstata”, mantendo as vesículas seminais e a cápsula prostática.

É inserida uma sonda na bexiga, que deverá permanecer por 07 a 10 dias.

Após isto, o paciente acorda da anestesia geral e é encaminhado ao repouso anestésico. A seguir, é transferido para o quarto, onde irá se alimentar e caminhar no pós operatório. 

Preparo pré operatório

– Coletar os exames pré operatórios (exame de sangue, radiografia de tórax e eletrocardiograma) e complementares (caso haja indicação pelo anestesista ou cardiologista);

– Evitar depilação da região do escroto antes da cirurgia (a tricotomia é realizada no próprio hospital, antes do início do procedimento);

– Levar o termo de consentimento assinado e documentos pessoais;

– Levar todos os exames com as imagens no dia da cirurgia;

– Ir ao hospital com acompanhante;

– Suspender os medicamentos de rotina, caso seja orientado pelo médico

Riscos

– Infecção da ferida operatória;

– Sangramento intraoperatório;

Disfunção erétil;

– Incontinência urinária;

Outras complicações mais raras são:  lesões de vasos sanguíneos, alças intestinais e órgãos adjacentes.

Vale lembrar que a cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo que visa minimizar os riscos inerentes a qualquer tipo de cirurgia.

Cicatriz

A cicatriz é super discreta com 05 pequenas incisões no abdome, paralelas ao umbigo e menores que 1cm, e uma incisão de 2cm para retirada da próstata.

Os pontos realizados são intradérmicos absorvíveis, não sendo necessária sua remoção.

Vantagens

Para o cirurgião

Este sistema apresenta uma série de vantagens, sendo as principais:

– Visão otimizada: O console do cirurgião apresenta uma visão em alta definição, ampliada e em três dimensões (3D), facilitando a identificação e dissecção das estruturas;

– Movimentação precisa: Os movimentos realizados no console são suavizados pelo robô, sendo reproduzidos no paciente sem tremores ou movimentos bruscos, aumentando a precisão cirúrgica;

– Maior amplitude: Diferente da cirurgia por videolaparoscopia, em que as pinças não possuem articulações, o dispositivo robótico apresenta articulações em 360 graus semelhantes a mão de um ser humano.

Isso facilita muito a identificação, dissecção, ressecção e realização de movimentos durante a cirurgia;

– Melhor ergonomia: o cirurgião realiza o procedimento sentado, com os dispositivos adequados à sua altura, o que traz um benefício muito grande, principalmente para cirurgias de grande porte.

Para o paciente

As principais vantagens para o paciente em relação à cirurgia convencional são:

– Retorno precoce às atividades habituais

Menor dor no pós operatório

– Menor sangramento durante a cirurgia

– Melhor estética: são realizadas pequenas incisões, sem necessidade de grandes cortes no abdome

– Menor tempo de internação hospitalar

– Menor risco de complicações

Desvantagens

As principais desvantagens são:

– Custo elevado: valor do procedimento, que inclui a taxa para uso das pinças do robô;

– Disponibilidade: muitas regiões do Brasil ainda não possuem dispositivos robóticos para a realização do procedimento;

– Treinamento: nem todos os profissionais urologistas são especializados em realizar procedimentos minimamente invasivos;

– Maior tempo operatório: quando comparado a cirurgia aberta convencional.

Recuperação

A recuperação costuma ser tranquila.

Pode ocorrer inchaço e discreto hematoma ao redor dos testículos, além de dor de leve intensidade na porção inferior do abdome e no pênis (principalmente pelo uso da sonda vesical de demora).

Este desconforto local é resolvido com o uso de analgésicos, prescritos após a cirurgia, na alta do paciente.

A sonda vesical de demora ficará por 07 a 10 dias após a cirurgia, após este período, é removida no consultório médico.

Além disso, uma série de cuidados são explicados ao paciente para se recuperar mais precocemente.

Cuidados pós operatórios

– Utilizar os medicamentos prescritos por seu médico;

– Tomar cuidado com a sonda vesical de demora: Não manipular, puxar ou deitar em cima da sonda (risco de entupimento);

– Esvaziar a bolsa coletora da sonda quando atingir a metade: Não deixar ela encher até o fim, ficar pesada ou tracionar o pênis;

– Não realizar atividades físicas intensas até liberação médica;

– Lavar e secar bem a região dos pontos;

– Levar fraldas no retorno para retirada da sonda vesical (pode ocorrer perda de urina);

– Qualquer dúvida, entrar em contato direto com o seu médico urologista

Além dos cuidados imediatos, são necessários alguns cuidados após a cirurgia, que consistem em levar o resultado da biópsia para o médico urologista no retorno e coletar os exames de PSA para acompanhamento.

Existem também os cuidados específicos para o retorno da continência urinária e da função erétil.

Continência urinária

A recuperação da continência urinária depende de uma série de fatores que variam de acordo com as características específicas de cada paciente e da extensão do câncer de próstata.

Segundo uma revisão sistemática publicada no European Journal of Urology, 69 a 97% dos pacientes apresentarão retorno da continência urinária em até 01 ano.

A fisioterapia do assoalho pélvico com eletroestimulação, assim como a prática destes exercícios em casa, auxiliam significativamente a recuperação precoce desta função.

O uso de absorventes ou fraldas imediatamente após a cirurgia é normal. Seu uso diminui com o tempo, conforme ocorra a recuperação da continência urinária.

Função erétil

A recuperação da função erétil varia de acordo com cada paciente: função erétil prévia a cirurgia, presença de comorbidades (diabetes, obesidade, hipertensão) e extensão do câncer de próstata.

De modo geral, em torno de 60 a 80% dos pacientes apresentarão recuperação da função erétil em até 01 ano.

A reabilitação peniana inclui um conjunto de medidas, cujo objetivo principal é recuperar precocemente a função erétil.

Ela é realizada após a retirada da sonda vesical de demora e recuperação da continência urinária.

Estas medidas incluem o uso de vasodilatadores ou injeções intracavernosas, fisioterapia do assoalho pélvico e exercícios determinados.

Qual o preço da cirurgia robótica de próstata?

O valor da cirurgia robótica de próstata varia de acordo com cada equipe médica, hospital em que o procedimento será realizado e a taxa hospitalar do uso do robô.

Os convênios médicos costumam cobrir a internação e reembolsar parcialmente ou totalmente os honorários médicos, mas atualmente não cobrem a taxa de uso do robô.

Caso tenha interesse em saber mais sobre este procedimento, entre em contato clicando no símbolo de whatsapp ao lado.

Onde fazer?

Realizo este procedimento cirúrgico nos principais hospitais de São Paulo (SP), em conjunto com a minha equipe.

Estamos à disposição para receber você em meu consultório.

Ele fica localizado no Jardim Paulista em São Paulo, próximo aos bairros: Jardins, Bela Vista, Pinheiros, Higienópolis e Consolação.

Para contato, clique aqui ou no símbolo de whatsapp ao lado.

Conclusão

A cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata é um procedimento inovador, minimamente invasivo que apresenta diversas vantagens.

Neste artigo, explicamos sobre o que é a prostatectomia robótica, suas vantagens, desvantagens, funcionamento e cuidados pós operatórios.

Até a próxima!

Perguntas Frequentes

A cirurgia robótica de próstata diminui a potência sexual?

Sim. Isso ocorre porque a próstata é inervada pela chamada banda neurovascular, uma das responsáveis pela ereção masculina.
Com a cirurgia, a banda pode ser lesada.

Este dano é reduzido em doenças localizadas e de baixo grau, em que é possível uma preservação mais ampla da mesma.
Já nos casos de doenças extensas, a prioridade é sempre retirar o câncer, ocorrendo uma menor preservação da banda e, consequentemente, uma maior chance de disfunção erétil.

Por meio de procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia robótica, conseguimos diminuir o dano e a inflamação causadas nestes tecidos, preservando a banda neurovascular de uma forma mais precisa.

Isso resulta em um menor grau de disfunção erétil e uma reabilitação precoce desta função.

Qual anestesia para cirurgia robótica?

Anestesia geral. O paciente estará anestesiado, sem dor, monitorizado, dormindo e com ventilação mecânica controlada pelo médico anestesista durante todo o procedimento.

Referências

  1. Instituto Nacional do Câncer. https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-prostata/2020/saude-do-homem
  2. Ficarra, Vincenzo et al. “Systematic review and meta-analysis of studies reporting urinary continence recovery after robot-assisted radical prostatectomy.” European urology vol. 62,3 (2012): 405-17. doi:10.1016/j.eururo.2012.05.045
  3. Mayo Clinic. https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/prostate-cancer/symptoms-causes/syc-20353087

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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