5 melhores tratamentos para disfunção erétil | Dr. Eduardo Costa

tratamentos para disfunção erétil

A disfunção erétil ou impotência sexual masculina é uma doença que atinge milhares de homens de todas as faixas etárias.

Ela impacta de forma muito intensa a qualidade de vida do homem e prejudica a sua confiança, autoestima e saúde mental.

Possui diversas causas tanto orgânicas quanto psicológicas, que devem ser investigadas e tratadas adequadamente.

O objetivo deste artigo é explicar sobre os melhores tratamentos para disfunção erétil disponíveis na atualidade.

O que é disfunção erétil?

É a dificuldade e/ou impossibilidade de se iniciar ou manter uma ereção para uma relação sexual satisfatória.

Ela também é chamada de impotência sexual masculina.

Pode ocorrer por diversas causas que devem ser investigadas, a fim de realizar o tratamento correto de cada condição.

Causas

Essa é uma doença multifatorial, ou seja, apresenta diversas causas.

Dentre as principais, destacam-se:

– Idade > 40 anos

– Alterações hormonais (baixa testosterona, hipotireoidismo)

– Alterações metabólicas (diabetes, pressão alta, colesterol alto)

– Alterações neurológicas (parkinson, esclerose múltipla)

– Distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão)

– Pós operatórias (após cirurgia de câncer de próstata, retirada da bexiga)

– Medicamentosa (remédios que podem provocar a impotência sexual)

Sintomas

– Dificuldade para iniciar a ereção

– Dificuldade para manter a ereção até a ejaculação

Ereção fraca

– Ereção parcial ou “diferente” do habitual

– Perda da ereção ao mudar de posição sexual

Esses sintomas impactam significativamente a qualidade de vida do homem, que podem até apresentar alterações de comportamento.

Dificuldade para se concentrar, agressividade, problemas de relacionamento, perda da libido e baixa autoestima se destacam dentre estas alterações.

Além disso, vale lembrar que em muitos casos a disfunção erétil surge como o primeiro sintoma de um futuro evento cardiovascular (infarto, por exemplo) e deve ser sempre acompanhada em conjunto com o cardiologista.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado pelo urologista através da história do paciente, exame físico e exames de sangue (avaliação metabólica e hormonal).

Tratamentos para Disfunção Erétil

O tratamento é realizado de acordo com a causa, devendo incluir uma série de mudança de hábitos, além do controle de comorbidades que podem desencadear a impotência sexual masculina.

Dentre estas comorbidades, destacam-se: hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, baixa testosterona, ansiedade, mal hábitos, dentre outros.

Após este controle, caso a disfunção erétil não se resolva, o tratamento é dividido em:

– Medicamentoso

– Injetável

– Cirúrgico

– Psicológico

O tratamento de primeira linha é realizado com o uso de medicamentos.  Caso o paciente não apresente recuperação da função erétil, seguimos para o tratamento de segunda linha (injetáveis) e então para a cirurgia (próteses penianas).

É importante salientar que o seguimento psicológico, quando necessário, é feito em conjunto com os tratamentos citados acima.

Remédios

Os remédios para disfunção erétil mais utilizados são os vasodilatadores.

Dentre eles, os principais são:

Tadalafil

É um inibidor da fosfodiesterase-5 e age no relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis.

Ou seja, promove maior aporte de sangue para o pênis após o estímulo sexual e, consequentemente, uma ereção mais rígida.

Pode ser usado de forma contínua ou sob demanda (antes da relação sexual), a depender da dose.

Tem ação aproximadamente após 60 minutos e podem durar até 24-36 horas.

Os principais efeitos colaterais são:

– Dor de cabeça

– Vermelhidão na face

– Dor nas costas

– Nariz entupido

– Dor muscular

É fundamental consultar o seu médico urologista antes de iniciar o uso desta medicação. Ela apresenta múltiplas contraindicações absolutas e relativas, sendo as principais:

– Usuários de medicamentos com nitratos

– Angina (dor do peito)

– Infarto agudo do miocárdio há menos de 03 meses

– Acidente vascular cerebral nos últimos 06 meses

– Pressão alta descontrolada, arritmias cardíacas ou hipotensão severa

– Insuficiência cardíaca congestiva classe 2 ou mais nos últimos 06 meses

Pacientes com essas condições devem ser avaliados também por um médico cardiologista antes de iniciarem o uso dos vasodilatadores.

Sildenafil

É o princípio ativo do famoso Viagra.

Age como um vasodilatador, semelhante ao tadalafil, porém somente na forma sob demanda (antes da relação sexual).

Sua ingestão é recomendada em torno de 1 hora antes da relação e de “estômago vazio”, para uma melhor absorção e efeito do medicamento. Tem duração de até 04 horas.

Dentre os efeitos colaterais, destacam-se:

– Dor de cabeça

– Náuseas

– Nariz entupido

– Tontura

– Vermelhidão na face

– Má digestão

O sildenafil apresenta as mesmas contraindicações que o tadalafil descrito acima e nunca deve ser usado sem avaliação/recomendação médica.

Outros Medicamentos

Outros medicamentos como a Vardenafila e Avanafila estão disponíveis (Avanafila somente em farmácias de manipulação), mas são utilizados como alternativas em casos específicos: efeitos colaterais e/ou má adaptação do paciente as opções anteriores.

E se não funcionar?

Caso os vasodilatadores não resultem em uma resposta satisfatória, seguimos para o tratamento de segunda linha, com o uso da injeção intracavernosa.

tratamentos para disfunção erétil
Atualmente existem diversos tipos de tratamentos para disfunção erétil. Consulte o urologista.

Injeções

Existem diversas fórmulas de injeções para o tratamento da impotência sexual masculina, compostas por diferentes tipos de vasodilatadores.

Elas agem relaxando diretamente a musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis, possibilitando um maior aporte de sangue local e, consequentemente, uma ereção mais satisfatória.

Além disso, as injeções também são compostas por substâncias como: alprostadil, papaverina, fentolamina que podem ser combinadas entre si.

São prescritas somente após o médico urologista orientar detalhadamente como funciona a aplicação, efeitos e manejo das injeções.

Seu efeito se inicia em torno de 5 a 15 minutos após a aplicação e tem duração variável de acordo com a dose, combinação e paciente, não devendo ultrapassar 60 minutos.

O ideal é realizar a aplicação no máximo 3 vezes por semana.

Apresentam como principais efeitos colaterais:

– Dor no pênis

– Hematoma na região da aplicação

– Fibrose

– Ereção prolongada (acima de 4 horas)

– Hipotensão

É importante salientar que, caso ocorra ereção prolongada e não reversível, o homem deve procurar o pronto socorro imediatamente, a fim de drenar o sangue e evitar futuras complicações.

As injeções são contraindicadas em pacientes com:

– Hipersensibilidade ao alprostadil

– Distúrbios de coagulação

– Risco de priapismo (ereção prolongada)

– Grandes deformidades penianas.

Dr, e se também não funcionar? Ou eu não me adaptar?

Alguns pacientes não apresentam resposta satisfatória ao uso das injeções ou não se adaptam ao seu uso.

Nestes casos, o importante é primeiramente certificar que o paciente está aplicando o medicamento da forma correta.

Caso a resposta não seja satisfatória, é possível avaliar o tratamento cirúrgico com as próteses penianas.

Cirurgia

É recomendada para casos refratários aos tratamentos mencionados acima.

Consiste na inserção de uma prótese definitiva na região dos corpos cavernosos (que se enchem de sangue durante a ereção).

Ou seja, os corpos cavernosos que antes eram preenchidos por sangue durante a ereção e esvaziavam após o termino da relação, agora ficarão preenchidos por uma prótese peniana.

O procedimento de inserção de prótese é realizado em centro cirúrgico sob anestesia e o paciente recebe alta normalmente após 01 dia de internação ou até no mesmo dia.

Essas próteses são definitivas devendo ser removidas ou trocadas somente se houver alguma indicação.

Elas apresentam diversos tamanhos e calibres que são individualizados para cada paciente.

É importante ressaltar que não há a possibilidade de aumento peniano com próteses maiores que o volume natural dos corpos cavernosos.

Existem dois tipos de próteses penianas: a semirrígida (maleável) e a inflável.

Prótese Peniana Semirrígida

A prótese semirrígida ou maleável é composta por dois cilindros metálicos revestidos de silicone, que são inseridas nos corpos cavernosos.

É o procedimento mais realizado no Brasil, devido a sua baixa complexidade e custo reduzido quando comparado às próteses infláveis.

Após o procedimento, o pênis ficará em constante ereção.

A região que se enchia de sangue durante a ereção e esvaziava após o término da relação, estará preenchida definitivamente.

Como é uma prótese maleável, o paciente pode direcionar o pênis em ereção para o local mais adequado, a fim de realizar atividades do dia a dia, como trabalhar, praticar atividade física, entre outras situações não relacionadas a relação sexual.

Vale salientar que, apesar do pênis se manter em ereção, o homem apresentará desejo de relação sexual e prazer somente após estimulado sexualmente.

O homem permanece em repouso relativo em torno de 07 a 14 dias após o procedimento, a fim de assegurar o uso correto dos medicamentos prescritos e orientações.

Após a inserção da prótese, o paciente deverá permanecer em abstinência sexual por 30 a 45 dias.

Ao longo do período de recuperação, o paciente será orientado pelo médico urologista a manipular a prótese.

Prótese Peniana Inflável

Já na prótese inflável, são inseridos além dos cilindros nos corpos cavernosos (semelhante à maleável), um reservatório e uma bomba de insuflação.

A bomba fica localizada no escroto, local de fácil acesso ao paciente.

Após o bombeamento por meio da bomba, uma solução salina será transferida do reservatório aos cilindros (localizados nos corpos cavernosos) e a ereção iniciada.

Após o término da relação, por meio da bomba, esta mesma solução será transferida de volta ao reservatório, retirando o preenchimento dos cilindros dos corpos cavernosos e voltando o pênis ao estado flácido.

Quanto as diferenças entre elas, na prótese inflável:

– Ereção não é constante

– Cirurgia mais complexa

– Maior risco de complicações destes dispositivos

– Necessidade de reservatório, bomba e cilindros

Alto custo

O paciente permanece de repouso relativo domiciliar em torno de 07 a 14 dias após o procedimento, a fim de assegurar o uso correto dos medicamentos prescritos e orientações.

Após a inserção da prótese, o homem deve manter abstinência sexual por 30 a 45 dias.

Ao longo do período de recuperação, também será orientado pelo médico urologista a manipular a prótese, insuflar e desinsuflar a bomba (após 30 dias), além de solucionar algumas situações que podem ocorrer neste dispositivo.

Onde tratar disfunção erétil em São Paulo?

Realizo a investigação completa e tratamento da disfunção erétil no meu consultório.

Ele fica localizado na Rua Pamplona, 145, Conj 314 – Jardim Paulista, São Paulo – SP.

Próximo aos bairros: Jardins, Bela Vista, Pinheiros, Higienópolis e Consolação.

Para contato, clique aqui ou no símbolo do whatsapp ao lado.

Conclusão

Neste artigo discutimos sobre a impotência sexual e seus diversos tipos de tratamentos disponíveis.

É essencial passar em consulta com o médico urologista para avaliação e definição do melhor tratamento para cada caso.

Espero que vocês tenham gostado!

Um abraço.

Perguntas Frequentes

Jovens podem ter disfunção erétil? Qual o tratamento?

Sim. Segundo um estudo científico, publicado em uma renomada revista internacional, a prevalência de disfunção erétil em jovens tem aumentado significativamente nos últimos anos.

O diagnóstico é semelhante a investigação tradicional, em que o homem será avaliado e investigado quanto as possíveis causas orgânicas, psicológicas e sociais.

O tratamento é direcionado de acordo com a causa.

É valido lembrar que a disfunção erétil psicogênica é muito mais frequente em indivíduos jovens, principalmente os que estão iniciando as atividades sexuais.

Existe tratamento natural para disfunção erétil?

Sim. A impotência sexual masculina é resultado de alterações orgânicas, psicológicas e sociais.

A depender da causa desta patologia, uma série de medidas podem ser realizadas.

Dentre as principais medidas, destacam-se:

– Praticar exercícios físicos regularmente
– Higiene do sono
– Evitar situações de estresse
– Não realizar atividade física 03 horas antes da relação (devido a liberação de adrenalina)
– Evitar ingestão de cafeína e energéticos antes da relação
– Evitar fumar e ingerir bebidas alcóolicas
– Controle adequado da pressão alta, diabetes, colesterol
– Conversar com a parceira sobre a condição

Após a realização destas medidas, caso haja refratariedade, procure um médico urologista para o tratamento.

Algum remédio pode causar disfunção erétil?

Sim. Diversos medicamentos podem desencadear esta condição, os principais são:

– Remédios para pressão alta (Diuréticos tiazídicos e beta bloqueadores)
– Antiepilépticos
– Antidepressivos
– Anti-histamínicos
– Quimioterápicos

Referências

1) Biblioteca Virtual de Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/is_digital/is_0107/pdfs/IS27%281%29010.pdf

2) Mayo Clinic. https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/erectile-dysfunction/symptoms-causes/syc-20355776

3) Nguyen, Hoang Minh Tue et al. “Erectile Dysfunction in Young Men-A Review of the Prevalence and Risk Factors.” Sexual medicine reviews vol. 5,4 (2017): 508-520. doi:10.1016/j.sxmr.2017.05.004

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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