5 melhores tratamentos para bexiga hiperativa | Dr. Eduardo Costa

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A bexiga hiperativa é uma doença extremamente incômoda que prejudica a qualidade de vida de muitas pessoas.

Constante vontade de urinar, sensação de bexiga sempre cheia e acordar múltiplas vezes a noite destacam-se entre os principais sintomas.

Existem diversas medidas a serem utilizadas para melhorar esta condição.

Desta forma, o objetivo deste artigo é explicar os cinco melhores tratamentos para bexiga hiperativa.

O que é a bexiga hiperativa?

É uma doença em que há a sensação de urgência para urinar, associada ou não a perdas, com aumento da frequência urinária diurna e noturna, na ausência de outras doenças.

Leva a diversos desconfortos, muitas vezes confundidos com outras condições, como a infecção urinária de repetição.

Ela pode estar presente de forma isolada ou associada a incontinência urinária de esforço (perda de urina ao carregar peso, tossir ou espirrar).

Esta condição prejudica muito a qualidade de vida tanto de homens quanto de mulheres, atrapalhando a rotina do trabalho, eventos sociais e até no relacionamento.

De acordo com um estudo científico publicado no European Journal of Urology, a prevalência desta doença em mulheres é de 12,8% e de 10,8% nos homens.

Pode estar associada às seguintes situações:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Diabetes;
  • Lesões na bexiga (tumores, pedras);
  • Alterações neurológicas (AVC, esclerose múltipla);
  • Após traumas.

Sintomas

Os principais sintomas da bexiga hiperativa são:

Estes sintomas variam na sua frequência e intensidade de acordo com cada caso.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através da história clínica.

Alguns exames são solicitados para excluir outras causas para o aumento da frequência urinária.

O médico urologista pode solicitar:

  • Exames de sangue;
  • Urina e urocultura;
  • Ultrassonografia de rins e vias urinárias;
  • Uretrocistografia miccional;
  • Estudo urodinâmico completo.
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Os tratamentos para bexiga hiperativa visam inibir as contrações involuntárias da bexiga, que podem causar perdas e diversos sintomas urinários.

5 melhores tratamentos para bexiga hiperativa

Existem diversas linhas de tratamento que são utilizadas de forma gradual até a melhora e o controle dos sintomas.

Falaremos a seguir sobre os melhores tipos de tratamentos para bexiga hiperativa de cada linha.

Comportamental

Faz parte da primeira linha de tratamento e consiste em diversas mudanças no estilo de vida.

Dentre estas mudanças, destacam-se evitar situações, alimentos, líquidos e comportamentos que podem exacerbar os sintomas da bexiga hiperativa.

Assim como tratar condições associadas que podem piorar os sintomas como a diabetes, ansiedade e a depressão.

De forma geral, estas medidas incluem evitar:

  • Bebidas ricas em cafeína (café, energéticos, chá preto);
  • Sucos cítricos (laranja, limão);
  • Pimenta e alimentos picantes;
  • Bebidas alcoólicas e cigarro;
  • Beber líquidos a noite;
  • Medicamentos que pioram os sintomas;
  • Segurar a urina por muito tempo.

Existem outros autocuidados para a bexiga hiperativa, que devem ser utilizados de acordo com cada caso.

Fisioterapia do assoalho pélvico

A fisioterapia do assoalho pélvico inclui diversos exercícios que visam fortalecer e balancear a musculatura local.

É um tratamento de primeira linha e um dos mais importantes tratamentos para bexiga hiperativa.

Os músculos do assoalho pélvico são responsáveis por sustentar os órgãos pélvicos como o útero, a bexiga e o intestino, além de participarem do controle da urina.

Frequentemente, as pessoas que sofrem com esta condição apresentam um desequilíbrio ou enfraquecimento desta musculatura.

Isso pode se manifestar como uma incontinência urinária ou fecal, desconforto na relação, prolapsos e até dor pélvica crônica.

Por isso, estes exercícios de treinamento ou reeducação vesical, associados ou não a eletroestimulação e o biofeedback, são essenciais para o tratamento desta condição.

É fundamental que eles sejam orientados e acompanhados por uma fisioterapeuta especializada nesta área.

Medicamentos

Existem diversos medicamentos que inibem a hiperatividade da bexiga.

Este é um tratamento considerado de segunda linha.

Eles atuam em diferentes tipos de receptores tanto da bexiga, quanto do colo vesical, e visam inibir essas contrações e relaxar a musculatura.

Existem diversos tipos de remédios para a bexiga hiperativa, como os anticolinérgicos e beta 3 agonistas.

Podem ser prescritos de forma isolada ou em associação, após uma avaliação com o urologista.

No entanto, eles devem sempre fazer parte de um tratamento complementar, ou seja, devem ser utilizados em conjunto com medidas comportamentais e fisioterapia do assoalho pélvico.

Toxina botulínica

A aplicação de toxina botulínica ou BOTOX® é um tratamento de terceira linha para esta condição.

É um procedimento endoscópico, ou seja, realizado por dentro da bexiga, sem cortes e em centro cirúrgico sob anestesia.

Tem duração de 30 a 60 minutos.

Nesta cirurgia, realizamos a passagem de uma câmera acoplada a uma agulha na uretra (canal da urina), até chegar na bexiga.

Antes de iniciar o procedimento de aplicação da toxina, toda a uretra e a bexiga são inspecionadas.

Após isto, a toxina botulínica diluída é aplicada em diversos pontos da bexiga, através desta agulha.

Esta substância é responsável por paralisar a musculatura vesical e, consequentemente, evitar as contrações involuntárias causadas pela bexiga hiperativa.

É um tratamento eficaz que deve ser repetido a cada 6 meses (a depender do caso).

Pode apresentar certas limitações e complicações, como:

  • Infecções de urina;
  • Retenção urinária;
  • Abandono do tratamento a longo prazo.

Neuroestimulação sacral

A neuroestimulação sacral consiste em inserir um eletrodo permanente próximo as raízes nervosas da região sacral, associado a uma bateria locada na nádega.

Este eletrodo irá emitir sinais elétricos que irão modular e estabilizar a atividade neural da bexiga, controlando as contrações involuntárias e indesejadas.

Desta forma, os sintomas podem ser amenizados.

É também um tratamento de terceira linha.

No entanto, não são todos pacientes que apresentarão resposta a este tratamento.

É recomendado um teste prévio a sua inserção, para avaliar a resposta individual antes da implantação definitiva.

O acompanhamento de pacientes com esse dispositivo, assim como o seu funcionamento, posicionamento e verificação da bateria deve ser feito rotineiramente pelo médico urologista.

Onde tratar bexiga hiperativa?

Eu realizo a investigação e o tratamento da bexiga hiperativa no meu consultório.

Ele fica localizado no Jardim Paulista em São Paulo, próximo aos bairros: Jardins, Bela Vista, Pinheiros, Higienópolis e Consolação.

Para entrar em contato, clique aqui ou no símbolo de WhatsApp ao lado.

Conclusão

Neste artigo explicamos os melhores tipos de tratamentos para bexiga hiperativa.

Esta é uma condição que deve ser abordada de forma multimodal, ou seja, com vários tratamentos em conjunto.

Espero que tenham gostado do artigo.

Um abraço!

Perguntas frequentes

O que fazer para melhorar a bexiga hiperativa?

Existem diversos tipos de tratamentos que melhoram a bexiga hiperativa, como medidas comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos e até aplicação de toxina botulínica.

Quanto tempo leva para curar a bexiga hiperativa?

O tempo para curar a bexiga hiperativa é variável e depende de cada caso, da intensidade dos sintomas e da adesão do paciente aos múltiplos tratamentos.

Existem pacientes que melhoram após alguns dias de tratamento, enquanto outros demoram alguns meses.  

Referências

1) Irwin, Debra E et al. “Population-based survey of urinary incontinence, overactive bladder, and other lower urinary tract symptoms in five countries: results of the EPIC study.” European urology vol. 50,6 (2006): 1306-14; discussion 1314-5. doi:10.1016/j.eururo.2006.09.019

2) Fontaine, Christina et al. “Update on the management of overactive bladder.” Therapeutic advances in urology vol. 13 17562872211039034. 31 Aug. 2021, doi:10.1177/17562872211039034

3) Ministério da Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/incontinencia-urinaria/

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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