Cirurgia para Retirada de Angiomiolipoma Renal: Tudo o que você precisa saber | Dr. Eduardo Costa

Você foi diagnosticado com um angiomiolipoma renal e foi orientada a sua remoção cirúrgica.

Como é feita essa cirurgia? É complicada? Como é a recuperação?

O objetivo deste artigo é explicar tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia para retirada de angiomiolipoma renal.

O que é um angiomiolipoma renal?

É um tipo de tumor que acomete os rins. A grande maioria é benigno.

O seu conteúdo é normalmente formado por vasos sanguíneos e gordura, diferente dos cistos renais, em que o conteúdo é basicamente líquido.

Acomete mais mulheres do que homens, na faixa etária dos 40 aos 60 anos.

Pode ser único ou múltiplo e acometer diferentes partes dos rins, com tamanhos variados.

Em alguns casos, ele pode sangrar e provocar diversas consequências.

Cirurgia para retirada de angiomiolipoma renal
A cirurgia para retirada de angiomiolipoma renal é indicada somente para casos específicos.

Sintomas

Na vasta maioria dos casos, os angiomiolipomas não causam sintomas.

Quando presentes, os principais são:

  • Sangramento na urina;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Hipertensão arterial;
  • Hemorragia retroperitoneal (complicação grave);
  • Anemia (devido ao sangramento).

De acordo com uma revisão sistemática publicada no European Urology Oncology, o sangramento pelo angiomiolipoma renal é um evento pouco frequente, que ocorre em aproximadamente 2% dos casos.

Diagnóstico

O diagnóstico é normalmente ao acaso, através de exames de rotina.

Ele pode ser visualizado em exames de imagem, como a ultrassonografia e tomografia computadorizada com contraste endovenoso.

Em casos de angiomiolipoma com pouca gordura no seu interior, a ressonância magnética complementa o diagnóstico.

No entanto, em casos de difícil avaliação, pode ser necessária a biópsia ou a remoção deste para melhor avaliação.

Cirurgia para Retirada de Angiomiolipoma Renal

Indicações

A cirurgia para retirada de angiomiolipoma renal é indicada principalmente nas seguintes condições:

  • Quando causa sintomas;
  • Lesões maiores que 4cm;
  • Suspeita de malignidade;
  • Mulheres em idade reprodutiva;
  • Aneurismas intratumorais;
  • Pacientes de alto risco;
  • Crescimento ou características anormais.

Todo angiomiolipoma deve ser acompanhado pelo médico urologista. Principalmente quando apresenta mudanças nas suas características, seja pelo tamanho ou aspecto da lesão.

Quando a cirurgia é necessária, ela pode ser realizada de diversas maneiras, que explicaremos a seguir.

Como é feita a cirurgia de angiomiolipma?

Ela pode ser realizada das seguintes formas:

  • Cirurgia aberta convencional;
  • Cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia e robótica).

Independente da via cirúrgica, esta lesão é removida com uma margem e enviada à biópsia.

O tipo de cirurgia de angiomiolipoma pode variar de acordo com a localização desta lesão.

Quando ele se localiza na região mais externa do rim e possui menores dimensões, é possível a sua retirada e reconstrução do rim remanescente.

No entanto, quando ele apresenta íntimo contato ou invade a via coletora (pelve renal), é realizada uma tentativa de preservação do rim e, caso não seja possível, o rim é retirado completamente.

Por isso, é fundamental o acompanhamento do tamanho, características e sintomas de cada angiomiolipoma.

Anestesia

A anestesia utilizada para a cirurgia de angiomiolipoma é sempre a anestesia geral, acompanhada ou não de anestesia raqui ou peridural.

Essa é aplicada para todas as vias cirúrgicas (aberta, videolaparoscopia e robótica).

O paciente irá dormir durante todo o procedimento, sem sentir dores ou desconfortos e irá acordar somente ao término da cirurgia.

Em alguns casos, ainda pode ser realizado um bloqueio anestésico da pele e aponeurose, para evitar o desconforto das incisões no pós operatório recente.

Recuperação

Cirurgia robótica e videolaparoscopia

A recuperação da cirurgia por via minimamente invasiva é mais precoce.

O paciente irá sentir um leve desconforto na região lombar e nas pequenas incisões da cirurgia, que melhoram após o uso de analgésicos.

É recomendado repouso por 7 a 14 dias e retorno ao urologista para avaliarmos o resultado da biópsia da lesão removida.

Cirurgia aberta convencional

Em casos de cirurgia aberta convencional, o paciente apresenta uma recuperação um pouco mais lenta.

Ele apresenta um desconforto mais intenso na região do corte, que fica localizado abaixo da costela.

É recomendado repouso por 30 dias.

No entanto, cada caso e equipe cirúrgica apresentam particularidades que devem ser seguidas, por isso é essencial discutir o caso com o seu urologista.

Cicatriz

Cirurgia minimamente invasiva

A cicatriz nas cirurgias minimamente invasivas (robótica e videolaparoscopia) são pequenas, em torno de 0,5 a 2cm e podem variar de quatro a cinco incisões paralelas ao umbigo.

Caso o angiomiolipoma seja grande, pode ser necessária a ampliação destas incisões para a retirada da peça cirúrgica.

Cirurgia aberta

A cicatriz da cirurgia aberta é abaixo da costela (podendo se estender para a região lombar) e o tamanho varia entre 10 a 20cm.

Este procedimento também pode ser realizado por outros tipos de incisões (mediana e lombar), com tamanhos semelhantes.

Complicações

Dentre as possíveis complicações, destacam-se:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Perda renal;
  • Fístula urinária;
  • Lesões de órgãos adjacentes.

É válido lembrar que este procedimento é considerado uma cirurgia de grande porte e possui riscos, assim como todas as outras cirurgias deste porte.

Onde tratar o angiomiolipoma renal?

Realizo a investigação e acompanhamento dos angiomiolipomas no meu consultório e o tratamento cirúrgico nos principais hospitais de São Paulo (SP).

Ele fica localizado no Jardim Paulista em São Paulo, próximo aos bairros: Jardins, Bela Vista, Pinheiros, Higienópolis e Consolação.

Para contato, clique aqui ou no símbolo de WhatsApp ao lado.

Conclusão

Neste artigo, explicamos tudo sobre a cirurgia para retirada de angiomiolipoma renal: indicações, recuperação e possíveis complicações.

Esta é uma doença que deve ser acompanhada de perto pelo seu médico urologista.

Espero que tenham gostado do artigo!

Um abraço.

Perguntas frequentes

Qual o tratamento para o angiomiolipoma no rim?

O tratamento depende do tamanho, localização e características do angiomiolipoma.

Em lesões pequenas, assintomáticas e benignas, o acompanhamento é possível.

No entanto, para casos de lesões acima de 4cm ou características suspeitas para malignidade, a cirurgia para retirada de angiomiolipoma é recomendada.

Angiomiolipoma renal é câncer?

Não. O angiomiolipoma no rim é uma lesão benigna com gordura no seu interior.

No entanto, todas as lesões nos rins devem ser avaliadas por um médico urologista, pois existem alguns tipos de angiomiolipomas com pouca gordura que podem ser tumores renais.

Referências

  1. Fernández-Pello, Sergio et al. “Management of Sporadic Renal Angiomyolipomas: A Systematic Review of Available Evidence to Guide Recommendations from the European Association of Urology Renal Cell Carcinoma Guidelines Panel.” European urology oncology vol. 3,1 (2020): 57-72. doi:10.1016/j.euo.2019.04.005
  2. Zeid, Mohamed et al. “Active Surveillance for Renal Angiomyolipoma Less Than 4 Centimeters: A Systematic Review of Cohort Studies.” Cureus vol. 14,2 e22678. 28 Feb. 2022, doi:10.7759/cureus.22678

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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