Gonorreia tem cura definitiva? Conheça 5 cuidados | Dr. Eduardo Costa

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A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível extremamente prevalente nos dias atuais.

Mas ela é grave? Existe tratamento curativo?

O objetivo deste artigo é explicar se a gonorreia tem cura, seus principais tratamentos e cuidados obrigatórios após a sua exposição.

O que é a gonorreia?

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. 

Ela é adquirida pelo contato sexual com mucosas infectadas (oral, vaginal e anal).

Diferentemente do que muitos pensam, não é necessária a ejaculação para a sua transmissão.

Isso porque a bactéria pode habitar diversos órgãos: trato urinário, reto, olhos e sistemas reprodutores masculinos e femininos.

De acordo com uma revisão sistemática publicada no BMC Infectious Diseases, essa doença acomete indivíduos de todo o mundo.

No entanto, a real taxa de incidência é de difícil avaliação, pela baixa notificação dos casos.

Existem casos em que essa bactéria pode permanecer silenciosa por um período, sem causar sintomas.

No entanto, quando manifesta sintomas, facilita o diagnóstico e o tratamento.

gonorreia tem cura definitiva
A gonorreia tem cura e deve ser acompanhada e tratada pelo médico urologista (homens) ou ginecologista (mulheres).

Sintomas

A presença e a frequência dos sintomas da gonorreia variam entre o sexo masculino e feminino. Manifestam-se normalmente de 1 a 14 dias após a exposição.

Os homens costumam apresentar uma maior frequência de sintomas que as mulheres.

Quando presentes, os principais sintomas da gonorreia no homem são:

  • Secreção uretral esbranquiçada ou amarelada
  • Mal cheiro
  • Coceira no canal urinário
  • Vermelhidão no pênis
  • Aumento da frequência urinária
  • Dor e inchaço testicular

Já as mulheres normalmente não apresentam sintomas, mas quando presentes os principais são:

  • Corrimento vaginal
  • Dor ao urinar
  • Dor no baixo ventre
  • Dor e/ou sangramento na relação sexual 
  • Sangramento fora do período menstrual

Desta forma, caso haja a presença destes sintomas ou suspeita de contato com essa bactéria, é essencial procurar o médico urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) para investigação e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico da gonorreia é realizado através da história clínica de contato sexual sem proteção, exame físico, urina com cultura e coleta de material uretral nos homens ou de colo uterino nas mulheres.

É essencial diferenciar esta condição de outras que podem apresentar sintomas semelhantes como as uretrites não gonocócicas, infecções urinárias e demais ISTs.

Gonorreia tem cura definitiva?

Sim. Após o tratamento da gonorreia, ocorre a cura da doença.

No entanto, o tratamento erradica a bactéria, mas não confere imunidade a longo prazo.

Mesmo após tratada, pode ocorrer uma nova infecção, caso haja uma nova exposição a esse agente.

Por isso, é essencial realizar o tratamento completo e adotar uma série de cuidados após a exposição, a fim de garantir a sua erradicação e evitar uma recidiva.

Tratamento

O tratamento da gonorreia é realizado através de medicamentos antibióticos e deve ser feito para o casal.

Existem diversos tipos de antibióticos que podem tratar essa doença.

Quando há a certeza de infecção exclusiva por gonococo, utilizamos antibióticos específicos.

Em casos em que não é possível excluir a presença de infecção por clamídia associada, podemos usar dois tipos de antibióticos.

Estes medicamentos só devem ser administrados após a prescrição por um médico qualificado. Não é recomendada a automedicação.

Após o tratamento, é essencial que todos os pacientes adotem uma série de cuidados.

Onde tratar gonorreia?

Eu realizo a investigação, tratamento e seguimento no meu consultório, localizado no Jardim Paulista, São Paulo -SP.

Para entrar em contato, clique aqui ou no símbolo de WhatsApp ao lado.

Complicações

A gonorreia tem cura, no entanto algumas complicações podem se desenvolver após uma infecção.

Dentre elas, as principais são:

  • Infertilidade;
  • Estenose uretral;
  • Dor pélvica crônica;
  • Pioartrite;
  • Maior risco de infecção pelo HIV.

Cuidados após a gonorreia

Existem diversos cuidados que são essenciais para garantir o tratamento adequado da gonorreia, assim como investigar doenças associadas e evitar a sua recidiva.

A seguir, explicaremos os principais cuidados: 

Avisar a parceira (o)

Informar a sua parceira (o) é fundamental após ser diagnosticado com gonorreia.

É necessário a investigação e o tratamento do casal, assim como a coleta de sorologias e acompanhamento médico com urologista ou ginecologista.

É recomendado também abstinência sexual durante o tratamento e manter uso de preservativo até a negativação do quadro.

Coletar sorologias

Um dos principais cuidados após contrair gonorreia ou após o contato com parceira (o) positiva é coletar as sorologias para infecções sexualmente transmissíveis.

Esta coleta inclui a investigação de:

  • HIV
  • Sífilis
  • Clamídia
  • Hepatite B
  • Hepatite C
  • HTLV 1 e 2

Todas essas condições podem estar presentes em associação com a gonorreia e devem ser pesquisadas.

Repetir sorologia

As sorologias devem ser repetidas após um período de 4 a 8 semanas.

Isso é importante devido a janela imunológica, período em que algumas dessas doenças estão em desenvolvimento e não são detectadas nos exames.

Este período é essencial para garantir que elas positivem nos exames disponíveis e não ocorra um resultado falso negativo.

Vale lembrar que todas as relações neste período devem ser protegidas com o uso de preservativo, a fim de evitar infecções ou recidivas..

Preservativos

O uso de preservativo é a forma mais importante para evitar as infecções sexualmente transmissíveis.

Atualmente, com o avanço e a disponibilidade de diversos métodos contraceptivos como as pílulas, DIU, implante anticoncepcional, dentre outros, acabou por reduzir o uso rotineiro do preservativo. 

No entanto, estes métodos são efetivos somente para evitar a gravidez e não protegem contra as infecções sexualmente transmissíveis.

Desta forma, além do tratamento e prevenção, é essencial acompanhar com o seu médico, principalmente após uma exposição.

Acompanhar com o urologista ou ginecologista

O acompanhamento com o seu médico urologista (no caso dos homens) ou ginecologista (mulheres) é fundamental após uma exposição a uma infecção sexualmente transmissível.

Isso porque estas doenças podem ser acompanhadas de outras infecções, serem resistentes aos tratamentos tradicionais e ainda podem levar a diversas consequências.

Desta forma, o acompanhamento periódico com a sua médica é essencial para realização do exame físico, coleta de material e seguimento.

Conclusão

Neste artigo, explicamos se a gonorreia tem cura, seus tratamentos e cuidados após a exposição.

Esta é uma infecção sexualmente transmissível que exige acompanhamento e tratamento adequados.

Espero que tenham gostado do artigo!

Um abraço.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora a gonorreia?

A gonorreia costuma desaparecer após 7 a 14 dias do tratamento com antibióticos específicos.

Caso não ocorra a melhora após este período é essencial o retorno ao médico.

Como saber se você está com gonorreia?

Caso você tenha tido relação sexual desprotegida e apresente coceira no canal urinário, saída de secreção purulenta ou amarelo-esverdeada pela uretra e sintomas urinários, você pode estar com gonorreia.

É essencial que você procure um urologista para avaliação e tratamento adequados.

Referências

  1. Whelan, Jane et al. “Gonorrhoea: a systematic review of prevalence reporting globally.” BMC infectious diseases vol. 21,1 1152. 11 Nov. 2021, doi:10.1186/s12879-021-06381-4
  2. Pollock, Emily D et al. “Estimated Incidence and Prevalence of Gonorrhea in the United States, 2006-2019.” Sexually transmitted diseases vol. 50,4 (2023): 188-195. doi:10.1097/OLQ.0000000000001763
  3. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/ist/gonorreia-e-clamidia

Artigo escrito por:

Dr. Eduardo Costa

Dr. Eduardo Costa

Médico Urologista. CRM: 175220-SP | RQE: 103714 Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva (Cirurgia Robótica, Videolaparoscopia e Laser)

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